O DETRO realizou hoje a segunda intervenção que, desta vez, tirou a Turismo Trans1000 das linhas destinadas a Mesquita e Nova Iguaçu.
Alvo de muitas reclamações, a Transmil havia perdido, há seis meses atrás, linhas que operava em Nilópolis, atualmente servidas pela Blanco, Nilopolitana e Master.
Agora as linhas foram divididas para a Viação Nossa Senhora da Penha e Auto Viação Vera Cruz (RJ 112), através do seguinte esquema emergencial:
VIAÇÃO NOSSA SENHORA DA PENHA:
133 Nova Iguaçu / Central
479I Nova Iguaçu / Parada de Lucas
AUTO VIAÇÃO VERA CRUZ:
005 Mesquita / Passeio (via Banco de Areia)
478 Mesquita / Central (via Guadalupe)
651 Mesquita / Pavuna.
A exemplo do que ocorreu em Nilópolis, o DETRO permitiu à Transmil que, dentro do prazo de um ano, procure se adequar às exigências previstas no Termo de Compromisso assinado com o órgão. Se não estiver preparada depois do fim desse prazo, sua concessão será definitivamente cassada.
Diante de sérios problemas relacionados com a Transmil - que envolvem até mesmo um assassinato de um dos sócios, ainda não esclarecido - , conhecida por sua frota velha e sucateada e pelo cumprimento irregular de horários e serviço de linhas, é muito difícil que a empresa possa se recuperar a tempo de reassumir todas as suas linhas.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
domingo, 13 de outubro de 2013
TRANSMIL ESNOBA POPULAÇÃO DE MESQUITA
Além de insistir em operar as linhas do setor Mesquita, a Turismo Trans1000 fez uma declaração que soa como uma verdadeira gozação com os moradores do pequeno município, que faz parte da Baixada Fluminense.
Depois que perdeu o setor Nilópolis para outras empresas, a Transmil insiste em operar linhas de Mesquita, seu município-sede. Oficialmente, tem em mãos apenas cinco linhas, mas já está criando algumas "variantes", de forma bastante irregular, como última tentativa de continuar em circulação e enganar passageiros e autoridades, driblando a lei.
Consta-se, por exemplo, que a linha 478 Mesquita / Central teria sido prolongada, sem autorização do DETRO, para o Passeio - ponto final no entorno da Glória - , "clonando" no Centro do Rio o percurso da antiga 003 Nilópolis / Passeio que, agora sob responsabilidade da Transportes Blanco, foi renumerada para 124B.
A Transmil, a princípio, "aumentou" a frota, mas tudo indica que é a mesma manobra de criar "comboios" para enganar os passageiros. Assim, a empresa junta os poucos carros que têm para suas linhas para saírem quase juntos num curto intervalo de tempo, em horários de maior movimento. Dá a impressão de linhas bem servidas, mas quem perde o "comboio" percebe logo a farsa.
A gozação, no entanto, se deu quando, ao saber de queixas transmitidas para o DETRO sobre o péssimo serviço da Transmil e sua frota sucateada e canibalizada, a assessoria da empresa de ônibus disparou a seguinte "pérola": a população de Mesquita está, segundo a empresa, "satisfeita" com o serviço da Transmil.
A realidade mostra o contrário, conforme atesta a comunidade "Fora Trans1000" do Facebook, que não tem relação direta com este blogue mas tem o mesmo compromisso de defender o interesse público lesado pela empresa.
A população tenta se articular, se dirigindo sobretudo à Prefeitura Municipal de Mesquita, para pedir a retirada da Transmil de circulação e a substituição por outras empresas. A prefeitura chegou mesmo a solicitar do DETRO a apreensão de vários ônibus da Transmil com defeitos nas peças - como freio com defeito, pneus carecas e assentos soltos - e irregularidades na documentação.
Portanto, a população nem de longe estaria satisfeita com os serviços da Transmil. Muito pelo contrário, a indignação é cada vez mais crescente e a Transmil pode tentar ganhar tempo para, quando vier a "licitação" de linhas intermunicipais para o Rio de Janeiro - nos moldes da corrupta "licitação" da capital fluminense - , ela possa se mascarar sob um pseudônimo e uma pintura padronizada.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
TURISMO TRANS1000: CHANCES DE VOLTAR A CIRCULAR SÃO REMOTAS
EMPRESA DE MESQUITA, PARA VOLTAR A CIRCULAR, TERÁ QUE INVESTIR BEM MAIS DO QUE R$ 5 MILHÕES PARA SE RECUPERAR.
O DETRO-RJ, entidade que monitora o transporte coletivo intermunicipal no Rio de Janeiro, estabeleceu um prazo de um ano para a Turismo Trans1000 cumprir as exigências previstas na cláusula do Termo de Acordo e Compromisso, relacionadas à renovação e conservação da frota.
A Transmil, como é conhecida, sofreu intervenção parcial do DETRO, deixando de circular no setor Nilópolis, quatro anos depois de ter perdido o setor Queimados-Japeri para a Transportes Blanco. A Blanco, além da Master e da Nilopolitana, passaram a operar as linhas que eram da Transmil.
No próximo domingo, será a vez do destino das linhas do setor Mesquita ser discutido pela prefeitura do município e por associações de moradores e outras entidades representativas. Rumores indicam que a Flores e a Nossa Senhora da Penha vão assumir as linhas. Outra linha a ter destino definido será a 476 Nova Iguaçu / Parada de Lucas, uma de maior demanda da Transmil.
A Transmil já devolveu às revendedoras os carros da Marcopolo Viale que eram da Viação Mauá (de São Gonçalo) e Neobus Mega IV que eram da Viação Pavunense, estes últimos sendo a última aquisição da frota da empresa. Alguns ônibus já foram incendiados durante o percurso e vários ônibus da Marcopolo Torino 99, CAIO Apache VIP 1 e Neobus Mega III já saíram da frota.
A não ser que ocorra alguma corrupção política, as chances da Trans1000 voltar a circular em suas linhas são bastante remotas, se percebermos que, somente em multas e autos de infração no trânsito, a empresa não deve menos que R$ 3,5 milhões.
Além disso, a Transmil acumula, na Justiça, uma série de processos por salários atrasados, não cumprimento de encargos trabalhistas e indenizações por acidentes de trabalho, que há muito estouraram os orçamentos da empresa, e vários desses processos têm mais de três anos.
Outro aspecto é que a compra de 40 carros novos prevista em primeiro momento - mas que deve ser ampliada pela natureza da empresa - custa uma fortuna, além de exigir também gastos de manutenção e também de combustível.
Se tudo isso for levado em conta, a Transmil teria que gastar bem mais do que R$ 5 milhões, quantia que, com a situação em que está a empresa, é muito difícil de ser obtida num prazo de doze meses. Além disso, vendo a tendência de bom serviço das novas empresas do setor Nilópolis, a Turismo Trans1000 não deixará saudades.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
DETRO FAZ INTERVENÇÃO NA TRANSMIL
COMENTÁRIO: Por enquanto, o comunicado do DETRO-RJ se refere ao setor Nilópolis da Turismo Trans1000, mas o setor de sua sede, Mesquita, ainda está indefinido, embora tudo indica que a partir de hoje a empresa praticamente caminha para a extinção. Há uma possibilidade da Transmil retornar, se cumprir as exigências do DETRO previstas em cláusula, mas pela situação da empresa, cheia de processos trabalhistas pendentes e com um grande rombo financeiro, as chances de retorno são remotas.
DETRO FAZ INTERVENÇÃO NA TRANSMIL
Da Assessoria de Comunicação do DETRO
A partir desta quarta-feira (21/8) seis linhas da Turismo Transmil Ltda estão sob a intervenção do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro). A medida foi tomada já que a empresa não honrou as cláusulas exigidas em Termo de Acordo e Compromisso (TAC) assinado por seus diretores. As linhas tem origem no município de Nilópolis e serão operadas, em caráter emergencial, pela Cavalcanti e Cia Ltda (Nilopolitana), Transportes Blanco Ltda e Master Transportes Coletivos Ltda.
A portaria de intervenção na Transmil foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Estado e estabelece que passam a ser operadas pela Blanco as linhas 124B (SA) Nilópolis – Passeio (via Parada de Lucas) com 15 carros e a 131B (SA) Nilópolis – Central (via Parada de Lucas) com cinco carros; pela Master a 152B (SAC) Nilópolis – Central (Via Via Light) com três ônibus e a 120B (SA) Nilópolis – Central (via BR-116), com sete veículos; e pela Nilopolitana os trajetos 129B (SA) Nilópolis – Central (via Vila Norma) com cinco veículos e 516I (SA) Nilópolis – Km-2,5 da BR-116 com cinco ônibus. Estas empresas vão incorporar as linhas em questão sem prejuízo das que já operam.
Entre as exigências acordadas e não cumpridas pela Transmil estão a não incorporação de 40 novos ônibus a sua frota; a não disponibilização da frota mínima exigida de 76 veículos em condições de vistoria; a não quitação de débitos relativos a autos de infração que somam cerca de R$ 2 milhões e a taxas do Detro num total aproximado de R$ 1,5 milhão, entre outras.
Uma das linhas sob intervenção, a Nilópolis – Passeio (via Parada de Lucas), é a mais reclamada da empresa na Ouvidoria do Detro, com 78 registros entre janeiro e agosto, por motivos diversos como má conservação, horário irregular, falta de ônibus, não parada no ponto. Entre janeiro e agosto de 2013, a Transmil contabiliza um total de 229 reclamações contra ela.
Desde a zero hora de hoje, a Transmil é responsável apenas por linhas nos municípios de Nova Iguaçu (duas) e Mesquita (três). Já a Master, Nilopolitana e a Blanco operarão os trajetos que sofreram intervenção pelo prazo máximo de um ano ou até a realização de concorrência pública para seleção de futura operadora. Durante este tempo, a Transmil poderá se adequar às condições exigidas para recuperar suas linhas e, caso isto não ocorra, a empresa pode perder de vez a permissão para atuar no transporte intermunicipal de passageiros.
BLANCO ASSUME PARTE DO SETOR NILÓPOLIS DA TRANSMIL
Já era hora! Com alegria informamos que a Turismo Trans1000 começa a se desfazer de suas linhas, e a Transportes Blanco assumiu parte do setor Nilópolis da empresa.
Uma amostra está nesta foto que Cláudio Paz registrou da linha 131B Nilópolis / Central. Há informações de que outra empresa da Baixada, a Master Transportes Coletivos de Passageiros, estaria assumindo a 003 Nilópolis / Passeio.
Há informações de que ônibus novos da Blanco estariam destinados a rodar nas linhas da Transmil, que segundo garantiu um fiscal, havia perdido linhas para Blanco e outras empresas.
Surgem também informações que a Viação Nossa Senhora da Penha e a Viação Nilopolitana pegariam linhas internas da Baixada antes atendidas pela Transmil dentro do setor Nilópolis. Até agora não existem informações definitivas sobre o destino do setor Mesquita e da linha 479 Nova Iguaçu / Parada de Lucas, mas tudo indica que a atuação da Transmil nessas linhas também está com os dias contados.
Uma amostra está nesta foto que Cláudio Paz registrou da linha 131B Nilópolis / Central. Há informações de que outra empresa da Baixada, a Master Transportes Coletivos de Passageiros, estaria assumindo a 003 Nilópolis / Passeio.
Há informações de que ônibus novos da Blanco estariam destinados a rodar nas linhas da Transmil, que segundo garantiu um fiscal, havia perdido linhas para Blanco e outras empresas.
Surgem também informações que a Viação Nossa Senhora da Penha e a Viação Nilopolitana pegariam linhas internas da Baixada antes atendidas pela Transmil dentro do setor Nilópolis. Até agora não existem informações definitivas sobre o destino do setor Mesquita e da linha 479 Nova Iguaçu / Parada de Lucas, mas tudo indica que a atuação da Transmil nessas linhas também está com os dias contados.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
PINTURA PADRONIZADA PODERIA FAVORECER TRANS1000
Veja o arquivo acima, com seis fotos. Imagine a pintura padronizada a ser adotada, seja como for, mesmo com logotipo de empresa pequenininho na janela ou nas laterais, e se verá tudo igualzinho.
Empresas como Caravelle, Nossa Senhora da Penha e Evanil têm um padrão de serviço bem melhor que o da Transmil.
Com a pintura padronizada, a Transmil será "protegida" pela semelhança visual que terá com as empresas boas.
A gente faz campanha contra a pintura padronizada nos ônibus e pouca gente entende, mas é isso que está causando a corrupção que vemos no sistema de ônibus do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo.
Uma roubalheira de fazer qualquer assaltante ficar de queixo caído.
Tem gente que pensa que pode haver sistema de ônibus honesto com pintura padronizada, quando ela é que mascara as coisas.
Não tem essa de "critérios técnicos"!!
Mesmo os critérios pintura por trajetos, consórcios e tipos de ônibus, como "alimentadores", "interbairros", "biarticulados", "consórcio A" etc, são fachada para a corrupção que se esconde na medida em que as empresas de ônibus não exibem mais a identidade visual.
E o maior medo é que, com a máquina de corrupção de Sérgio Cabral Filho, a Transmil seja beneficiada por essa licitação de fachada.
Imagine. Digamos que a Transmil seja aparentemente extinta, mude seu nome para Viação Santa Gorgonzola, por exemplo, e tudo fique como está, com a pintura padronizada que a faz igual à Evanil, Nossa Senhora da Penha, Flores, Caravele e Mageli.
No começo vai ter Pégaso, Pavunense e Vera Cruz (RJ 112) dando carrinho semi-novo para a "Santa Gorgonzola", tudo vai parecer legal com a Santa Gorgonzola operando a 003, 005 e 479 com ônibus quase novos, com o logotipão do DETRO aparecendo mais do que o nome da empresa.
Aí vai ter um monte de foto no Ônibus Brasil. Tudo nas maravilhas durante uns dois meses.
Até que depois volta tudo ao que era. Mas aí o povo de Mesquita e Nilópolis, e por vezes de Nova Iguaçu e Belford Roxo, não vai poder reclamar, porque a Santa Gorgonzola, alter ego da Transmil, está com a pintura do DETRO igualzinha à da Evanil, Flores, Caravele, NS Penha etc.
E aí a roubalheira fica pior ainda. Tal qual acontece em São Paulo. E será pior ainda porque terá a máscara da pintura padronizada. Será que vamos aceitar isso?
sexta-feira, 5 de julho de 2013
CASSADA A CONCESSÃO DE LINHAS DA TRANS...LITORÂNEA
Uma boa lição para o caso da Turismo Trans1000. A Translitorânea Turística teve sua concessão de seis linhas cassada pela Prefeitura do Rio de Janeiro - que se apressou pela iniciativa receosa dos efeitos da CPI dos Ônibus - , por causa da redução de frota e do péssimo estado de conservação de seus veículos.
As linhas envolvidas na cassação são 521 Botafogo / Vidigal (via Copacabana), 522 Botafogo / Vidigal (via Jóquei), 546 Rocinha / Leblon, 591 São Conrado / Leme (via Copacabana), 592 São Conrado / Leme (via Jóquei) e 593 Gávea / Leme (via Copacabana).
A Translitorânea surgiu de um arranjo político na licitação de fachada feita pela própria Prefeitura do Rio de Janeiro, que criou medidas nefastas como a pintura padronizada (ou pintura única), o excessivo rigor na carga horária dos motoristas (isso sem resolver o trânsito na cidade) e o poder ditatorial da Secretaria de Transporte.
Nesse arranjo, a Translitorânea surgiu, na verdade, como um alter-ego da Transportes Amigos Unidos, aparentemente extinta por ter muitas irregularidades, mas "ressuscitada" com outro nome para favorecer seus proprietários.
O prefeito Eduardo Paes decidiu pela cassação para evitar que os efeitos da CPI dos Ônibus possam comprometer privilégios de empresários amigos do prefeito carioca. É como, diante de investigações de corrupção política, um parlamentar renuncie para não ter seu mandato cassado por vários anos. É a estratégia conhecida de tirar os anéis para salvar os dedos.
Em todo caso, o episódio pode servir, mesmo com desfechos negativos, para fazer-nos refletir sobre o caso Trans1000. A empresa de Mesquita também peca pela má conservação da frota e pela redução drástica do número de carros em circulação.
Além disso, os donos da Transmil também possuem boas relações políticas, principalmente com membros do DETRO, do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, além do Poder Judiciário estadual. Se não fosse a corrupção política, a Transmil teria sido extinta há anos. A Translitorânea conta com três anos de existência.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
TRANS1000 TEM 28 LACRADOS PELO PROCON
Reproduzido parcialmente do blogue Menos Automóveis nas Ruas, com adaptações
A empresa de Mesquita teve vários ônibus lacrados durante os trabalhos da Operação Roleta Russa, feita pelos técnicos do Procon para tirar de circulação ônibus que apresentam diversas irregularidades, sejam operacionais ou documentais. A Transmil já tinha seu ponto final na Av. Venezuela, da linha 005 Mesquita / Praça Mauá, entre os verificados pelos técnicos da operação.
Técnicos também estavam em outros lugares e, ao todo, cerca de 28 ônibus da Transmil foram noticiados na medida de retirada de circulação das ruas. A frota da empresa, conhecida por inúmeras irregularidades, já se encontra bastante reduzida e, apesar das irregularidades, até agora não houve uma medida judicial de cassação das linhas da empresa, surgida em 1981 e decadente desde 2007.
A Transmil acumula irregularidades que vão desde a documentação - a empresa compra ônibus de empresas cariocas e da Baixada Fluminense sem arrumar uma documentação de transferência e vários carros circulavam na empresa com as chapas creditadas à cidade do Rio de Janeiro - até freios com defeito, ar condicionado que não funciona ou está sujo de mofo e ferrugem e bancos com assentos soltos.
A Transmil também é conhecida pelos pneus carecas que são um risco para a segurança dos passageiros e rodoviários durante os trajetos nas avenidas Rodrigues Alves, Brasil e Via Dutra, com os ônibus em altíssima velocidade. Além disso, a empresa trabalha com a dupla função imposta a motoristas na maioria dos seus ônibus e pratica inúmeras irregularidades trabalhistas pendentes em processos judiciais.
Ultimamente, a Transmil, para disfarçar a redução da frota, anda combinando os horários de seus poucos veículos que praticamente circulam "juntos" para dar a impressão de que sua frota não foi reduzida. A empresa chega a desativar algumas linhas a critério próprio nos sábados, domingos e feriados.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
TRANSMIL EM MAIS UMA REPORTAGEM SOBRE CRACOLÂNDIA
No Bom Dia Brasil de hoje, a notícia da morte de um menino que estava junto a usuários de crack durante uma ação da polícia no Rio de Janeiro e foi atropelado quando atravessava uma Av. Brasil movimentada, mais uma vez mostrou um ônibus da Turismo Trans1000 logo quando a câmera da imagem aérea deu um close no lugar.
O close se deu no momento em que um ônibus da Transmil, carro RJ 148.021, um modelo Neobus Mega III de uns dez anos de fabricação e chassis já fora de linha (que, apesar de ter o mesmo nome do atual, Mercedes-Benz OF 1721, não corresponde aos critérios Euro V hoje adotados), percorreu com a habitual arrogância da empresa.
O ônibus estava circulando na linha 005 Mesquita / Praça Mauá - ou seria "Mesquita / Passeio", manobra pouco esclarecida pela empresa - , na sua rotina de oferecer sofrimento e insegurança para os passageiros que moram em Mesquita.
O close se deu no momento em que um ônibus da Transmil, carro RJ 148.021, um modelo Neobus Mega III de uns dez anos de fabricação e chassis já fora de linha (que, apesar de ter o mesmo nome do atual, Mercedes-Benz OF 1721, não corresponde aos critérios Euro V hoje adotados), percorreu com a habitual arrogância da empresa.
O ônibus estava circulando na linha 005 Mesquita / Praça Mauá - ou seria "Mesquita / Passeio", manobra pouco esclarecida pela empresa - , na sua rotina de oferecer sofrimento e insegurança para os passageiros que moram em Mesquita.
domingo, 6 de janeiro de 2013
SALADA DE ÔNIBUS
Vamos aqui mostrar alguns ônibus que deveriam circular nas linhas da Turismo Trans1000, em fotos montagens feitas para dar energia e manter a corrente na frente.
TRANSPORTES BLANCO LTDA. (DUAS FOTOS, UMA EX-NORMANDY)
EVANIL TRANSPORTES E TURISMO LTDA.
VIAÇÃO NOSSA SENHORA DA PENHA LTDA.
TRANSPORTES BLANCO LTDA. (DUAS FOTOS, UMA EX-NORMANDY)
EVANIL TRANSPORTES E TURISMO LTDA.
VIAÇÃO NOSSA SENHORA DA PENHA LTDA.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
ÔNIBUS PEGA FOGO NA VIA DUTRA, NO RIO DE JANEIRO
NOTA DESTE BLOGUE: O ônibus incendiado era um Marcopolo Viale com ar condicionado provavelmente com ano de fabricação entre 2005 e 2006, mas que já estava bastante envelhecido em virtude da péssima conservação habitual da frota da empresa.
Ônibus pega fogo na Via Dutra, no Rio de Janeiro
Do Portal G1
Um ônibus pegou fogo na manhã desta terça-feira (1º) na rodovia Presidente Dutra, na altura de Belford Roxo, no Rio de Janeiro. O ônibus da viação Transmil seguia no sentido São Paulo. O momento foi flagrado pelo internauta Fernando José da Silva Souza, de 32 anos, que passava no local e enviou o vídeo pelo VC no G1.
Segundo ele, as chamas alcançaram mais de cinco metros de altura, mas os bombeiros chegaram logo e rapidamente apagaram o fogo. Não houve feridos e, segundo o motorista da condução, o fogo começou no motor do ônibus.
"Estava dirigindo e parei quando avistei o fogo. Alguns carros passaram, se arriscando. Eu não passei. O fogo estava muito alto. Estava indo pra Belford Roxo, sentido São Paulo", conta o internauta.
Nota da Redação: o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro atendeu o chamado sobre o incêndio e, segundo o sargento Leonardo, o fogo no ônibus começou por volta das 8h40 da manhã desta terça-feira na frente do supermercado Carrefour na rodovia Presidente Dutra, no sentido de São Paulo. Não houve vítimas.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
INTERNAUTA SUGERE QUE TV RECORD INVESTIGUE CASO TRANSMIL
Recebemos mensagem de um internauta, que não quer ter seu nome revelado, informando que foi enviada carta pedindo para a Rede Record investigar o caso da empresa Turismo Trans1000.
O pedido foi motivado pela paralização das investigações sobre o assassinato de um dos sócios da empresa, o empresário e político Luís Carlos Duarte Batista, o Carlinhos da Tinguá, em 2011. Nesse ano, dois suspeitos de terem matado o empresário foram presos, dois anos depois de terem cometido o crime. Mas, até agora, nenhum mandante foi indiciado.
O crime foi feito para acobertar as denúncias de irregularidades nos negócios dos parceiros de Carlinhos da Tinguá, ligado a políticos do PDT e membros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro. Mas a "queima de arquivo" inclui também as irregularidades administrativas da Trans1000, uma das que mais recebem processos trabalhistas por conta de atrasos nos salários e nos encargos sociais.
Isso tudo, além das irregularidades operacionais da Transmil, fazem com que a empresa, apesar de operar com frota velha e aparentemente não ter condições de comprar carros direto da fábrica, pode esconder um quadro de proprietários que incluem os chamados "peixes grandes" da Baixada Fluminense.
A solicitação se destina ao programa Domingo Espetacular, levando em conta a credibilidade de um jornalista experiente como seu apresentador, Paulo Henrique Amorim, de larga experiência em reportagens, sobretudo investigativas, desde os tempos em que trabalhava na Realidade. Ele também teve uma breve passagem pela Rede Globo, onde conheceu os problemas nos bastidores de seu poderio midiático.
O objetivo da solicitação, avisa-nos o anônimo internauta, é fazer com que se retomem as investigações do caso Carlinhos da Tinguá, além de investigar a própria Transmil, que, apesar das inúmeras irregularidades, transtornos e prejuízos causados à sociedade, continua circulando como se nenhum problema tivesse acontecido.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
ÔNIBUS DA VIALE EM MESQUITA. SERÃO PARA A TRANSMIL?
Sem querer alimentar a indústria da boataria, mas sempre lançando questões para discussão, a foto em questão, registrada pelo busólogo Lucas Alvim, da equipe Ônibus Mania (Casa do Ônibus), mostra vários ônibus que deixaram de ser da frota da Viação Acari (uma das empresas que vestiram a camisa-de-força da pintura padronizada dos ônibus cariocas) estacionados em uma garagem de Mesquita.
Aparentemente, poderia ser uma concessionária de venda de ônibus ou então em uma garagem de uma empresa de Mesquita (Nossa Senhora da Penha?) associada ao grupo de Jacob Barata, mas pode sinalizar também mais uma das "migalhas" que a Turismo Trans1000 recebe de outras empresas de ônibus nos últimos anos.
Dá para perceber que são ônibus bastante antigos, de 2006 - são modelos de Marcopolo Viale que, apesar da "máscara" corresponder ao último modelo, os paralamas não têm a estética que só viria com a família Marcopolo 2007 - e não possuem acesso para deficientes físicos.
Do jeito que está a Transmil, comprando carros de terceira mão ou com "certa idade" de fabricação, tudo é possível. E a empresa ainda conta com carros de 2004 rodando já apodrecidos.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
BOATOS, BOATOS E NENHUMA MELHORIA
Infelizmente, a Transmil, nos últimos três anos, anda sendo alvo de muita boataria que não dá em coisa alguma. Pelo contrário, são apenas rumores de supostas melhorias que em nenhum momento viram verdade, sendo feitas só para fazer sensacionalismo nos debates sobre busologia.
O boato mais recente é de que o Grupo Flores estaria comprando, para a empresa, carros do modelo Comil Svelto. As informações são dadas de forma vaga, pois também há o indício de que o grupo empresarial de São João do Meriti estaria, na verdade, cedendo carros mais antigos do modelo, se caso a notícia tiver algum fundo de verdade.
A última novidade da empresa, a compra de aproximadamente 40 carros novos, na verdade se resumiu à aquisição de pouco mais de 20 carros semi-novos da Neobus Mega 2006, fabricados nesse mesmo ano, comprados da carioca Viação Pavunense.
A boataria foi divulgada até mesmo no jornal O Globo, divulgada por um assessor da Transmil, que havia dito que esperava a chegada dos "novos carros" dos "fornecedores". A novidade estava prevista para fevereiro de 2011, mas ela se realizou só em novembro do mesmo ano, e mesmo assim muito abaixo das expectativas.
Constantemente, circularam boatos de venda de linhas, de extinção da empresa, de compra de novos carros. Informações desencontradas, promessas mirabolantes, esperanças vãs. Enquanto isso, não há qualquer melhoria. Tudo fica na mesma. E quem perde é o passageiro.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
MAIS SESSÃO DE CARROS EM BRANCO
Na corrente para a frente pela extinção da empresa, vamos mostrando mais montagens com carros em branco, ou parcialmente em branco, como se eles tivessem saído da frota da empresa. Curtam.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
LEITOR RECLAMA DE ÔNIBUS DA TURISMO TRANS1000
"Embarquei no dia de ontem (23/10) às 5:20h no ônibus da linha 005 (Mesquita x Praça Mauá) da empresa Trans1000, número de ordem RJ 148.034 e me acomodei num dos bancos da frente do veículo. Notei que o ônibus começou a dar problemas no motor a partir do bairro BNH (Mesquita) e ao entrar na Rodovia Presidente Dutra e ainda na Av. Brasil, o ônibus foi se arrastando. Subiu o viaduto de Parada de Lucas bem devagarinho, atrasando todo mundo, já que estava retendo o tráfego. Os demais veículos iam cortando o ônibus com seus motoristas xingando o motorista, como se este tivesse culpa do "lixo" que ele estava dirigindo.
Mais a frente o motor do ônibus parece que conseguiu embalar e estava lá na sua velocidade máxima de 60 Km, pois se arrastava e atrás dele uma longa fila de ônibus e eis que um automóvel modelo Volkswagen Gol de cor prata, resolveu entrar irregularmente na seletiva a uns 100 metros a frente e eis que o motorista do ônibus resolve acionar o freio e para surpresa e desespero dele e dos passageiros, não funcionou. Desesperado o motorista do Gol tentou tirar o carro da frente do ônibus mas não teve jeito, tomou uma boa pancada e como estava todo errado na seletiva, foi embora.
Independente de o carro estar errado na seletiva, a falha no freio do ônibus é mais uma prova das péssimas condições em que trafegam os ônibus da empresa Trans1000. Será que vão esperar acontecer mortes para tomarem alguma providência? Esses veículos desta empresa vai matar uma ou mais pessoas e não vai demorar muito".
José Fernandes, Centro
sábado, 20 de outubro de 2012
TRANSMIL APARECE EM REPORTAGEM SOBRE CRACOLÂNDIA NA TV
Pode parecer coincidência, mas também não deixa de soar uma ironia. Um ônibus da Transmil foi focalizado pelo jornalista de imagem da Rede Globo, o cinegrafista Carlos Trinta, numa reportagem sobre um novo reduto de viciados em crack, depois que eles foram desalojados de outra cracolândia nas proximidades da Av. Dom Hélder Câmara, no Jacaré, no Rio de Janeiro.
A nova cracolândia se instalou em Bonsucesso, na altura do viaduto Brigadeiro Trompowsky, e na reportagem, transmitida no Bom Dia Brasil do último dia 16, um ônibus da Turismo Trans1000 passou justamente quando o cinegrafista focalizou uma calçada onde estavam viciados em crack.
Seria isso uma mensagem subliminar? O cinegrafista já sabe da má reputação da Transmil? Se for apenas coincidência, isso não deixa de ser interessante, porque o ônibus da Transmil foi justamente focalizado numa reportagem sobre a cracolândia.
Não deixa de ser tudo a ver, vide a qualidade da frota da Transmil...
A nova cracolândia se instalou em Bonsucesso, na altura do viaduto Brigadeiro Trompowsky, e na reportagem, transmitida no Bom Dia Brasil do último dia 16, um ônibus da Turismo Trans1000 passou justamente quando o cinegrafista focalizou uma calçada onde estavam viciados em crack.
Seria isso uma mensagem subliminar? O cinegrafista já sabe da má reputação da Transmil? Se for apenas coincidência, isso não deixa de ser interessante, porque o ônibus da Transmil foi justamente focalizado numa reportagem sobre a cracolândia.
Não deixa de ser tudo a ver, vide a qualidade da frota da Transmil...
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
TRANSMIL REDUZ FROTA E LINHAS PARA PAGAR DESPESAS
A Turismo Trans1000, aproveitando a desativação de dois terminais de ônibus, o terminal Arquiteto Marlo Costa e Souza, na Pavuna, e General Américo Fontenelle, na Praça Mauá, ambos no Rio de Janeiro, resolveu reduzir frota e linhas.
As linhas 005 Mesquita / Praça Mauá e 651 Mesquita / Pavuna foram desativadas provisoriamente, enquanto seus trajetos são em parte cobertos pelas linhas 478 Mesquita / Central e 481 Mesquita / Melhoral.
Com isso, a Transmil aproveitou também para vender parte de sua frota, que inclui vários carros com ar condicionado, já com cerca de oito anos de fabricação.
Outros carros sem ar condicionado, como vários do modelo CAIO Apache VIP I, Marcopolo Viale I e Neobus Mega III, também já foram vendidos.
Um deles aparece nesta foto ao lado, tendo sido adquirido pelo São Gonçalo Esporte Clube, como transporte de esportistas e alunos.
Com isso, a Turismo Trans1000, que está praticamente à beira da falência, com vários processos trabalhistas em andamento, tenta pelo menos pagar algumas dívidas. A situação da empresa está delicada demais para qualquer volta por cima, mas o futuro das linhas desativadas ainda é um mistério.
USO ILEGAL DAS LINHAS - A Transmil, no entanto, reativa ou desativa linhas como quer. Nos fins de semana e feriados, a linha 005 chega a sair de circulação em certos horários, enquanto a linha 131 Nilópolis / Praça Mauá ganha um percurso extra, via Mesquita e passando por seu bairro Banco de Areia.
Dependendo da situação da Transmil, linhas são extintas, criadas ou recriadas tão somente pelo critério da empresa, sem qualquer supervisão do DETRO, o que consiste numa atitude ilegal, própria de uma empresa decadente.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
A TRAJETÓRIA SOMBRIA DA TRANSMIL
NOTA: Quem estranha esta foto, é bom deixar claro que a revista Veja se encontra em igual decadência em relação à Transmil, daí a capa irônica que simula um elogio da revista à empresa.
A TRAJETÓRIA SOMBRIA DA TRANSMIL
Por Alexandre Figueiredo - Blogue Mingau de Aço
Moradores de Mesquita e Nilópolis, na Baixada Fluminense, vivem um drama interminável na hora de se deslocarem para o Rio de Janeiro ou de lá voltassem para suas cidades. Dependem unicamente de uma empresa que insiste em manter-se em circulação, mesmo com um péssimo serviço e uma frota velha e sucateada, apenas eventualmente reparada pelo esforço corajoso de funcionários mal-remunerados que tentam oferecer alguma dignidade para uma empresa mal-administrada.
Embora se diga que a Turismo Trans1000 Ltda., o nome jurídico de tal empresa, vive "sérios problemas financeiros", a empresa, na verdade, segue o mesmo gênero, de matizes tragicômicas, da "empresa pobre de empresários ricos". Mas isso, no caso da empresa sediada em Mesquita, esconde uma trajetória que inclui até mesmo uma tragédia.
Depois que a Turismo Transmil, que surgiu em 1981 de um desmembramento da antiga Transa - empresa que, mudando o registro do DETRO, migrou para Três Rios e é melhor administrada - , deixou de fazer parte do grupo Guanabara (do empresário Jacob Barata), a empresa ficou com quatro sócios.
O problema é que, em 19 de março de 2009, um deles, Luís Carlos Duarte Batista, o Carlinhos da Tinguá, foi assassinado num crime político. Ele era ligado tanto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, quanto à política da Baixada Fluminense e até hoje os motivos do crime não foram ainda esclarecidos, embora alguns suspeitos tenham sido presos em maio de 2011.
A decadência da empresa se deu quando a última renovação de frota com carros vindos de fábrica foi em 2007, e mesmo assim com o tipo "midibus", ônibus de porte médio, mais baratos no mercado. Depois a empresa passou a substituir as frotas não mais com carros inéditos, e nem sequer com carros de segunda mão, mas com carros de terceira mão, geralmente de empresas cariocas ou de São Gonçalo que já integravam frotas de outras empresas da Baixada Fluminense.
Outras irregularidades também vieram à tona, como descumprimento de encargos trabalhistas, problemas nos registros de cada ônibus da frota - alguns circularam com problemas na documentação, e até mantendo a chapa com o crédito da cidade do Rio de Janeiro, correspondente ao da empresa anterior do veículo - e a demora na espera de um ônibus.
O DETRO, entidade ligada ao governo fluminense que se responsabiliza pelo transporte intermunicipal, se limita a apreender os ônibus e depois liberá-los. Mas em vez de impor sanções ou qualquer tipo de punição à empresa, fora as multas, ela é poupada, enquanto passageiros utilizam os ônibus da Transmil temendo por sua segurança.
Afinal, os ônibus rodam em alta velocidade com pneus carecas e parafusos quase soltos, indicados pelo fato de que os ônibus "sacolejam" pelas estradas enquanto correm. Num incidente, um ônibus da Transmil teve um dos pneus soltos num trecho da Av. Brasil. Em outro incidente, um ônibus circulou com problemas no freio, condição potencial para um trágico acidente.
Na melhor das hipóteses, o que ocorre é o enguiçamento do motor. Não há tragédia nem feridos, mas os passageiros se atrasam em seus compromissos, o que pode causar problemas na chegada ao trabalho, e muitos moradores de Nilópolis e Mesquita trabalham no Rio de Janeiro, e é difícil, num mercado instável que é o brasileiro, ser exemplar na sua profissão, porque apenas cumprir o horário não é suficiente para o patrão confiar no seu subordinado.
FÃ-CLUBE ESTRANHO
Além da estranha persistência de uma empresa cheia de irregularidades, cuja permanência na operação de suas linhas não é garantia de que a empresa vá sanar as supostas dificuldades financeiras - que, provavelmente, são resultantes da incompetência e improbidade administrativas de seus donos - , há o estranho fã-clube de uma minoria barulhenta de busólogos, fato compreensível apenas pelo contexto da atual busologia do Rio de Janeiro, que vive uma crise, tomada de uma minoria arrogante e caluniadora que defende medidas antipopulares e está movida por politicagem.
São busólogos que se irritam quando surge alguma campanha pelo fim da Turismo Transmil. Eles tentam dizer que "também entendem" os sofrimentos dos passageiros, mas mostram um nervosismo quando alguém diz que a Transmil deveria ter sido extinta faz tempo.
Fazem argumentações surreais. "A Transmil está com dificuldades...", é a mais comum. Mas, independente de quem torce ou não pela Transmil, o que se vê são boatos dos mais diversos tipos, desde informações sobre a suposta transferência de linhas como 003 e 005, que ligam Nilópolis e Mesquita, respectivamente, para o Rio de Janeiro, para outras empresas da Baixada Fluminense.
Uns chegam mesmo a dizer que a Transmil é "uma das melhores empresas da Baixada". Outros tentam fazer comentários invejosos contra empresas dotadas de frota de qualidade, como a Transportes Blanco e a Viação Caravele. Mas tudo o que se fala da Transmil não passa de "rádio-leão" - adaptação do termo sindical "rádio-peão", que significa "boato", na gíria busóloga - , e a empresa fica na mesma.
POLITICAGEM E PROMESSAS DE LICITAÇÃO
O problema mais grave é a politicagem que está em torno da Transmil, cujas irregularidades chegaram ao conhecimento da ALERJ. Um político do PP chegou mesmo a pegar carona na revolta da população de Nilópolis e cobrou do governo do Estado do Rio de Janeiro, meses atrás, alguma medida contra a deficitária empresa.
Aparentemente, o governador Sérgio Cabral Filho concordou com as denúncias e prometeu licitar as linhas que ligam a Baixada Fluminense e o Rio de Janeiro. Mas, além da promessa da adoção de uma padronização visual - praga que já incomoda os passageiros que usam as linhas municipais do Rio de Janeiro e Niterói - , a licitação pode fazer com a Transmil assim como a de Eduardo Paes fez com algumas empresas deficitárias.
Em outras palavras, a Transmil pode reassumir as mesmas linhas sob um outro nome. Ela poderá fazer alguns paliativos para fingir que "é uma empresa melhor", e, através da camisa de força de consórcios, poderá arrancar da empresa líder alguns carros semi-novos para dizer que "está renovando as frotas", carros que mais tarde ficarão sucateados por "falta de dinheiro" (a grana vai para os bolsos dos donos).
E, para piorar, será terrível ver a Transmil, na camuflagem visual do sistema Baixada X Rio, ter as mesmas cores da Flores, Mageli, Evanil, Caravele e Blanco. Isso será um grande desastre. E os passageiros serão mais uma vez tapeados. E, mesmo com um outro nome (ou seria pseudônimo?), a Transmil seguirá sua trajetória sombria maltratando os passageiros que só dependem dela para irem e virem no trajeto de Mesquita e Nilópolis (além de uma linha de Nova Iguaçu) para o Rio, rezando para que pelo menos voltem sãos, salvos e com o emprego mantido.
A TRAJETÓRIA SOMBRIA DA TRANSMIL
Por Alexandre Figueiredo - Blogue Mingau de Aço
Moradores de Mesquita e Nilópolis, na Baixada Fluminense, vivem um drama interminável na hora de se deslocarem para o Rio de Janeiro ou de lá voltassem para suas cidades. Dependem unicamente de uma empresa que insiste em manter-se em circulação, mesmo com um péssimo serviço e uma frota velha e sucateada, apenas eventualmente reparada pelo esforço corajoso de funcionários mal-remunerados que tentam oferecer alguma dignidade para uma empresa mal-administrada.
Embora se diga que a Turismo Trans1000 Ltda., o nome jurídico de tal empresa, vive "sérios problemas financeiros", a empresa, na verdade, segue o mesmo gênero, de matizes tragicômicas, da "empresa pobre de empresários ricos". Mas isso, no caso da empresa sediada em Mesquita, esconde uma trajetória que inclui até mesmo uma tragédia.
Depois que a Turismo Transmil, que surgiu em 1981 de um desmembramento da antiga Transa - empresa que, mudando o registro do DETRO, migrou para Três Rios e é melhor administrada - , deixou de fazer parte do grupo Guanabara (do empresário Jacob Barata), a empresa ficou com quatro sócios.
O problema é que, em 19 de março de 2009, um deles, Luís Carlos Duarte Batista, o Carlinhos da Tinguá, foi assassinado num crime político. Ele era ligado tanto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, quanto à política da Baixada Fluminense e até hoje os motivos do crime não foram ainda esclarecidos, embora alguns suspeitos tenham sido presos em maio de 2011.
A decadência da empresa se deu quando a última renovação de frota com carros vindos de fábrica foi em 2007, e mesmo assim com o tipo "midibus", ônibus de porte médio, mais baratos no mercado. Depois a empresa passou a substituir as frotas não mais com carros inéditos, e nem sequer com carros de segunda mão, mas com carros de terceira mão, geralmente de empresas cariocas ou de São Gonçalo que já integravam frotas de outras empresas da Baixada Fluminense.
Outras irregularidades também vieram à tona, como descumprimento de encargos trabalhistas, problemas nos registros de cada ônibus da frota - alguns circularam com problemas na documentação, e até mantendo a chapa com o crédito da cidade do Rio de Janeiro, correspondente ao da empresa anterior do veículo - e a demora na espera de um ônibus.
O DETRO, entidade ligada ao governo fluminense que se responsabiliza pelo transporte intermunicipal, se limita a apreender os ônibus e depois liberá-los. Mas em vez de impor sanções ou qualquer tipo de punição à empresa, fora as multas, ela é poupada, enquanto passageiros utilizam os ônibus da Transmil temendo por sua segurança.
Afinal, os ônibus rodam em alta velocidade com pneus carecas e parafusos quase soltos, indicados pelo fato de que os ônibus "sacolejam" pelas estradas enquanto correm. Num incidente, um ônibus da Transmil teve um dos pneus soltos num trecho da Av. Brasil. Em outro incidente, um ônibus circulou com problemas no freio, condição potencial para um trágico acidente.
Na melhor das hipóteses, o que ocorre é o enguiçamento do motor. Não há tragédia nem feridos, mas os passageiros se atrasam em seus compromissos, o que pode causar problemas na chegada ao trabalho, e muitos moradores de Nilópolis e Mesquita trabalham no Rio de Janeiro, e é difícil, num mercado instável que é o brasileiro, ser exemplar na sua profissão, porque apenas cumprir o horário não é suficiente para o patrão confiar no seu subordinado.
FÃ-CLUBE ESTRANHO
Além da estranha persistência de uma empresa cheia de irregularidades, cuja permanência na operação de suas linhas não é garantia de que a empresa vá sanar as supostas dificuldades financeiras - que, provavelmente, são resultantes da incompetência e improbidade administrativas de seus donos - , há o estranho fã-clube de uma minoria barulhenta de busólogos, fato compreensível apenas pelo contexto da atual busologia do Rio de Janeiro, que vive uma crise, tomada de uma minoria arrogante e caluniadora que defende medidas antipopulares e está movida por politicagem.
São busólogos que se irritam quando surge alguma campanha pelo fim da Turismo Transmil. Eles tentam dizer que "também entendem" os sofrimentos dos passageiros, mas mostram um nervosismo quando alguém diz que a Transmil deveria ter sido extinta faz tempo.
Fazem argumentações surreais. "A Transmil está com dificuldades...", é a mais comum. Mas, independente de quem torce ou não pela Transmil, o que se vê são boatos dos mais diversos tipos, desde informações sobre a suposta transferência de linhas como 003 e 005, que ligam Nilópolis e Mesquita, respectivamente, para o Rio de Janeiro, para outras empresas da Baixada Fluminense.
Uns chegam mesmo a dizer que a Transmil é "uma das melhores empresas da Baixada". Outros tentam fazer comentários invejosos contra empresas dotadas de frota de qualidade, como a Transportes Blanco e a Viação Caravele. Mas tudo o que se fala da Transmil não passa de "rádio-leão" - adaptação do termo sindical "rádio-peão", que significa "boato", na gíria busóloga - , e a empresa fica na mesma.
POLITICAGEM E PROMESSAS DE LICITAÇÃO
O problema mais grave é a politicagem que está em torno da Transmil, cujas irregularidades chegaram ao conhecimento da ALERJ. Um político do PP chegou mesmo a pegar carona na revolta da população de Nilópolis e cobrou do governo do Estado do Rio de Janeiro, meses atrás, alguma medida contra a deficitária empresa.
Aparentemente, o governador Sérgio Cabral Filho concordou com as denúncias e prometeu licitar as linhas que ligam a Baixada Fluminense e o Rio de Janeiro. Mas, além da promessa da adoção de uma padronização visual - praga que já incomoda os passageiros que usam as linhas municipais do Rio de Janeiro e Niterói - , a licitação pode fazer com a Transmil assim como a de Eduardo Paes fez com algumas empresas deficitárias.
Em outras palavras, a Transmil pode reassumir as mesmas linhas sob um outro nome. Ela poderá fazer alguns paliativos para fingir que "é uma empresa melhor", e, através da camisa de força de consórcios, poderá arrancar da empresa líder alguns carros semi-novos para dizer que "está renovando as frotas", carros que mais tarde ficarão sucateados por "falta de dinheiro" (a grana vai para os bolsos dos donos).
E, para piorar, será terrível ver a Transmil, na camuflagem visual do sistema Baixada X Rio, ter as mesmas cores da Flores, Mageli, Evanil, Caravele e Blanco. Isso será um grande desastre. E os passageiros serão mais uma vez tapeados. E, mesmo com um outro nome (ou seria pseudônimo?), a Transmil seguirá sua trajetória sombria maltratando os passageiros que só dependem dela para irem e virem no trajeto de Mesquita e Nilópolis (além de uma linha de Nova Iguaçu) para o Rio, rezando para que pelo menos voltem sãos, salvos e com o emprego mantido.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
ÔNIBUS DA TRANSMIL ENGUIÇA NA AV. BRASIL
COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Victor Maia, um dos moradores de Nilópolis que se complica no direito de ir e vir por conta dos ônibus sucateados da Transmil, não aguentou tanto transtorno e resolveu aproveitar uma dessas situações para registrar sua queixa, fotografando o ônibus enguiçado e conversando com outros passageiros. O que mostra a gravidade da situação dessa empresa, controlada por "peixes grandes" que mantém um péssimo serviço e uma frota velha.
ÔNIBUS DA TRANSMIL ENGUIÇA NA AV. BRASIL
Por Victor Maia - morador do Centro de Nilópolis
No último dia 06, a empresa Trans1000 deixou seus passageiros na mão mais uma vez. Ainda em Anchieta, um ônibus da linha 003 (Nilópolis x Passeio) apresentou problemas que impediram o resto da viagem. Depois de esperar alguns minutos, veio outro ônibus para dar prosseguimento à viagem. Porém, ao contrário do que a empresa afirmou, o ônibus já chegou cheio, o que fez com que nós fôssemos até o Centro em pé. O fato é que paguei R$ 5,95 para chegar ao meu compromisso com 1h40min de atraso depois de passar mais de uma hora em pé preso em um engarrafamento na Av. Brasil.
Outro fato: Conversando com passageiros, descobri que o ônibus no qual eu estava não foi o único a ter problemas hoje. Portanto, apenas hoje pela manhã, houve dois ônibus da mesma linha parados. Além disso, o assento no qual sentei estava molhado porque o aparelho de ar-condicionado estava pingando. Está mais que na hora desse problema ser resolvido. A população já não aguenta mais!
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